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FEBRE DE BURRO na Biblioteca
Depois do processo de residência, pesquisa, criação e apresentação aos vários públicos de Miranda, o projeto FEBRE DE BURRO da AEPGA e Rota Clandestina, cocriado por Rui Paixão e Dona Edite, acaba de chegar à Biblioteca Municipal de Miranda do Douro.
FEBRE DE BURRO é uma exposição fotográfica que documenta o impacto humano e visual de um projeto artístico itinerante desenvolvido no Planalto Mirandês. As imagens revelam o encontro entre artistas, comunidades e território, mostrando como a paisagem, os sons e as tradições se tornaram parte ativa do processo criativo. Mais do que um registo, esta exposição é uma celebração da memória e do caminho partilhado, preservando a experiência de um espetáculo que levou a arte à rua e aproximou a cultura das pessoas.
A exposição está patente até ao dia 16 de março.
Vem aí o documentário FEBRE DE BURRO
28 de fevereiro, Miniauditório de Miranda do Douro, 21h
A criação do espetáculo FEBRE DE BURRO assentou em dois pilares fundamentais. Por um lado, a memória sonora: a língua mirandesa, os sons dos animais, da natureza, do silêncio, das pessoas, das vozes que orientam o trabalho nos campos, do pisar da terra. Por outro, um excerto da história de Pinóquio, no momento em que, por faltar às aulas para ir brincar ao País dos Brinquedos, acaba transformado num burro. Antes da transformação, Pinóquio sente uma febre — a FEBRE DE BURRO — que dá nome ao espetáculo.
Depois da pesquisa, da residência, do silêncio e da escuta, a FEBRE DE BURRO de Rui Paixão e Dona Edite foi mostrada aos públicos do Planalto Mirandês em setembro de 2025. Aldeia da Póvoa, em Miranda do Douro, acolheu a estreia, seguindo-se outras cinco localidades: Paradela, Caçarelhos, Uva, Atenor e Sendim.
Agora, chega o momento de passar esta FEBRE para os ecrãs.
Campo Rota do Sentir juntou jovens, verão e pensamento em Miranda do Douro2.
Entre os dias 27 e 29 de junho decorreu o Campo Rota do Sentir, campo de férias e fruição criativa, para o qual foram convidados catorze jovens de cada um dos agrupamentos de escolas implicados neste projecto (AE de Miranda do Douro e do AE Dr Bento da Cruz, Montalegre).
Com base no Centro de Acolhimento Juvenil do Barrocal do Douro esta iniciativa foi organizada pelos parceiros da Rota do Sentir: Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) e Rota Clandestina, contando ainda com a colaboração do Plano Nacional das Artes (PNA).
Estes dias garantiram uma fruição estival durante a qual havia um desafio: cada um dos participantes deveria olhar para dentro e para fora de si, assumindo cada identidade única como o primeiro ponto de partida para o pensamento e para a criação.
“O campo resume-se em uma palavra – identidade”; “O campo de férias foi o lugar onde me reencontrei comigo mesma, entre risos, conversas e memórias que ficarão para sempre como pequenos tesouros”; “Foi uma pausa na rotina das férias, onde me diverti, aprendi, e sempre de certa forma ligado àquilo que mais gosto – a música”.
Dos testemunhos de alguns dos jovens participantes, retiramos a essência dos dias passados em Miranda do Douro, divididos entre o explorar do território, da personalidade individual de cada um e das possibilidades da criação, com a participação de artistas como o guitarrista Pedro Jóia.
Na opinião do mentor da Rota do Sentir, Renzo Barsotti, este projeto pretende debater o potencial das artes como ferramentas pedagógicas, essenciais às dinâmicas culturais e sociais, bem como observar de perto as transformações, discursivas e práticas, da produção artística face às crescentes exigências de sustentabilidade social e ambiental. Daí a aposta nos mais novos e na sua relação com o território. A programação da Rota do Sentir estende-se entre 2025 e 2026 nos concelhos de Miranda do Douro e Montalegre, entre encontros, espetáculos, oficinas e residências.