{"id":266,"date":"2026-02-01T17:46:23","date_gmt":"2026-02-01T17:46:23","guid":{"rendered":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/?post_type=projeto&#038;p=266"},"modified":"2026-02-01T17:48:13","modified_gmt":"2026-02-01T17:48:13","slug":"topografia-do-sonho","status":"publish","type":"projeto","link":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/projeto\/topografia-do-sonho\/","title":{"rendered":"Topografia do Sonho"},"content":{"rendered":"<p>TOPOGRAFIA DO SONHO \u00e9 um manifesto teatral que nasce da tens\u00e3o entre duas naturezas: a natureza imponente e concreta da paisagem transmontana e a natureza humana, turbulenta e em transforma\u00e7\u00e3o, da adolesc\u00eancia. Integrado no projeto maior &#8220;Rota do Sentir&#8221;, este ser\u00e1 um objeto art\u00edstico constru\u00eddo com adolescentes do conselho Montalegre que recusa o olhar condescendente sobre a juventude para, em vez disso, amplificar o seu grito. Com estreia agendada para Dezembro de 2026, no Pavilh\u00e3o Multiusos de Montalegre, o espet\u00e1culo ocupa uma escala f\u00edsica e simb\u00f3lica vasta, sendo erguido a partir de uma recolha biogr\u00e1fica e de conversas informais com estes jovens, al\u00e9m da sua participa\u00e7\u00e3o direta no espet\u00e1culo, assim como na rela\u00e7\u00e3o com a Serra do Ger\u00eas, sobretudo nas dimens\u00f5es pl\u00e1stica (cenografia e v\u00eddeo) e sonora do espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>O eixo dramat\u00fargico assenta numa rela\u00e7\u00e3o hom\u00f3nima e conflituosa. De um lado, a &#8220;natureza natural&#8221; \u2014 a paisagem esmagadora do Parque Natural de Peneda-Ger\u00eas. Do outro, a paix\u00e3o e o desejo de quem cresce neste territ\u00f3rio. Se, por um lado, nascemos num ambiente que nos precede e ao qual nos temos de adaptar, por outro, a adolesc\u00eancia inaugura a d\u00favida: somos n\u00f3s que nos constru\u00edmos a realidade, ou \u00e9 a realidade que se imp\u00f5e violentamente sobre n\u00f3s?<\/p>\n<p>TOPOGRAFIA DO SONHO exp\u00f5e a depress\u00e3o anunciada que surge no intervalo entre o devir (quem se deseja ser) e o dever (o que se deve produzir). \u00c9 um elogio ao erro e \u00e0 paix\u00e3o sem culpa, numa cultura que os demoniza ou capitaliza. Em palco, os int\u00e9rpretes \u2014 um elenco misto entre profissionais e jovens n\u00e3o profissionais \u2014 reivindicam a arte do desejo como protesto da humanidade face \u00e0 tirania do resultado. O espet\u00e1culo funciona como um espelho invertido apontado igualmente \u00e0 plateia adulta: o mal-estar juvenil que aqui se apresenta tem liga\u00e7\u00e3o direta ao mundo que os adultos (os seus pais e av\u00f3s) constru\u00edram \u2014 ou permitiram que se constru\u00edsse. A figura dos pais \u00e9 presen\u00e7a fantasmag\u00f3rica e constante; s\u00e3o eles a face vis\u00edvel de uma realidade esquem\u00e1tica e j\u00e1 pret\u00e9rita.<\/p>\n<p>Apesar de protagonizado por adolescentes, pretendemos que este espet\u00e1culo fale sobre a condi\u00e7\u00e3o humana universal. Queremos que esta narrativa ressoe com a mesma viol\u00eancia e clareza num espectador de 16 anos como num de 60. Ao convocar a fam\u00edlia e a escola como lugares de tens\u00e3o, TOPOGRAFIA DO SONHO pergunta qual a medida justa da nossa adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade. Para nos reencantarmos com o mundo, talvez seja necess\u00e1rio um primeiro desencanto. \u00c9 nesse labirinto que este projeto se move: entre o desejo de perten\u00e7a e a necessidade de fuga, procurando, na met\u00e1fora verde e aquosa da serra, n\u00e3o uma paisagem postal, mas uma poss\u00edvel resposta para o mist\u00e9rio natural e original: o de existir.<\/p>\n<p>Espet\u00e1culo dirigido e escrito pelo encenador S\u00edlvio Vieira, e produzido por Daniela Leit\u00e3o. A cenografia estar\u00e1 a cargo de Rafael dos Santos, com Lu\u00eds Silva no desenho de luz e Miguel De a assumir as pastas do som e do v\u00eddeo. Uma coprodu\u00e7\u00e3o entre a Rota do Sentir e a outro Associa\u00e7\u00e3o Cultural.<\/p>","protected":false},"featured_media":267,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"rota":[4,5],"class_list":["post-266","projeto","type-projeto","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","rota-rota-clandestina","rota-rota-do-sentir"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/projeto\/266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/projeto"}],"about":[{"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/projeto"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"rota","embeddable":true,"href":"https:\/\/rotaclandestina.celeumasandbox.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/rota?post=266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}